América Latina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
América Latina

Mapa da América Latina

Vizinhos Ásia, África, América Anglo-Saxônica, Antártida, Europa e Oceania
Divisões  
 - Países 21
 - Dependências 10
Área  
 - Total 21 069 501  km²
 - Maior país Brasil Brasil (8.514.876,599 km²)
 - Menor país El Salvador El Salvador (21.041 km²)
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Aconcágua, Argentina, 6962 m
 - Ponto mais baixo Laguna del Carbón, Argentina, -105 m
População  
 - Total 569 milhões habitantes
 - Densidade 27 hab/km² hab./km²
Idiomas Principais: espanhol e português
Outros: francês, quíchua, aimará, náuatle, Línguas maias, guarani, Crioulo haitiano, papiamento, Línguas tupis.

A América Latina (em espanhol: América Latina ou Latinoamérica; em francês: Amérique latine) é uma região do continente americano que engloba os países onde são faladas, primordialmente, línguas românicas (derivadas do latim) — no caso, o espanhol, o português e o francês — visto que, historicamente, a região foi maioritariamente dominada pelos impérios coloniais europeus Espanhol e Português.1 A América Latina tem uma área de cerca de 21 069 501 km², o equivalente a cerca de 3,9% da superfície da Terra (ou 14,1% de sua superfície emersa terrestre).2 Em 2008, a sua população foi estimada em mais de 569 milhões de pessoas.2 Os países do restante do continente americano tiveram uma colonização majoritariamente realizada por povos europeus de cultura anglo-saxônica ou neerlandesa (ver América Anglo-Saxônica).3 Vale ressaltar algumas exceções, como Québec, que não é um país independente, mas uma província de maioria francófona que pertence ao Canadá;4 o estado da Luisiana, que também foi colonizado por franceses, mas pertence aos Estados Unidos5 e os estados do sudoeste estadunidense, que tiveram colonização espanhola.6

A América Latina compreende a quase totalidade das Américas do Sul e Central: as exceções são os países sul-americanos da Guiana e do Suriname e a nação centro-americana de Belize, que são países de línguas germânicas. Também engloba alguns países da América Central Insular (países compostos de ilhas e arquipélagos banhados pelo Mar do Caribe), como Cuba, Haiti e República Dominicana. Da América do Norte, apenas o México é considerado como parte da América Latina.7 A região engloba 20 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.8

A expressão "América Latina" foi utilizada pela primeira vez em 1856 pelo filósofo chileno Francisco Bilbao9 e, no mesmo ano, pelo escritor colombiano José María Torres Caicedo;10 e aproveitada pelo imperador francês Napoleão III durante sua invasão francesa no México como forma de incluir a França — e excluir os anglo-saxões — entre os países com influência na América, citando também a Indochina como área de expansão da França na segunda metade do século XIX.11 Deve-se também observar que na mesma época foi criado o conceito de Europa Latina, que englobaria as regiões de predomínio de línguas românicas.12 Pesquisas sobre a origem da expressão conduzem, ainda, a Michel Chevalier, que mencionou o termo "América Latina" em 1836, durante uma missão diplomática feita aos Estados Unidos e ao México.13 Nos Estados Unidos, o termo não foi usado até o final do século XIX tornando-se comum para designar a região ao sul daquele país já no início do século XX.14 Ao final da Segunda Guerra Mundial, a criação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe consolidou o uso da expressão como sinônimo dos países menos desenvolvidos dos continentes americanos, e tem, em consequência, um significado mais próximo da economia e dos assuntos sociais.14

Convém observar que a Organização das Nações Unidas reconhece a existência de dois continentes: América do Sul e América do Norte, sendo que esta última se subdivide em Caribe, América Central e América do Norte propriamente dita, englobando México, Estados Unidos e Canadá, além das ilhas de Saint Pierre et Miquelon, Bermudas e a Groenlândia.14 As antigas colônias neerlandesas (e, atualmente, países constituintes do Reino dos Países Baixos) Curaçao, Aruba e São Martinho não são habitualmente consideradas partes da América Latina, embora sua língua mais falada seja o papiamento, língua de influência ibérica (embora não considerada latina).14

Etimologiaeditar | editar código-fonte

O termo foi utilizado pela primeira vez em 1856, numa conferência do filósofo chileno Francisco Bilbao9 e, no mesmo ano, pelo escritor colombiano José María Torres Caicedo em seu poema Las dos Américas ("As duas Américas", em português)10.

O termo "América Latina" foi usado pelo Império Francês de Napoleão III da França durante sua invasão francesa no México (1863-1867) como forma de incluir a França entre os países com influência na América e excluir os anglo-saxões. Desde sua aparição, o termo evoluiu para designar e compreender um conjunto de características culturais, étnicas, políticas, sociais e econômicas.15

Históriaeditar | editar código-fonte

Ver artigo principal: História da América Latina

Primeiros povoseditar | editar código-fonte

Teotihuacan, atual México, vista da via de entrada dos mortos a partir da pirâmide da Lua.

É provável que os primeiros povos vieram da Ásia para a América, cerca de 20 mil anos anteriores à chegada de Cristóvão Colombo ao hemisfério ocidental.16 Esses habitantes primitivos possivelmente vieram da Ásia à América, passando por uma ponte feita de terra, na era glacial, ou passando de barco pelo Estreito de Bering, ou, então, atravessando ilha por ilha, nas Aleutas.17 Dirigindo-se para o sul, se espalharam progressivamente pela América.17

Esses habitantes de origem asiática, denominados, hoje, de índios americanos, ou ameríndios, vagueavam pela terra, perseguindo os animais para matar e tirando os peixes da água.18 Depois de uma grande quantidade de gerações na América, novos modos de vida foram desenvolvidos por certas tribos.19 Ao invés de vaguear, ergueram comunidades agrícolas.19 Foram os primeiros habitantes que plantaram cacau, milho, feijão, favas, batatas, abóbora e tabaco.20 Nas regiões em que ótimas colheitas foram conseguidas pelos agricultores que viviam tranquilamente, o crescimento populacional foi acelerado.19

A cultura maia foi a mais antiga civilização de alto desenvolvimento no ocidente.19 Teve início na América Central mais de cem anos antes da época em Jesus Cristo nasceu.21 Por volta de 600 a.C., os maias criaram um calendário e um alfabeto de ideogramas.22 Haviam criado, também, estilos arquitetônicos, esculturais, e trabalhos metálicos.23 Tiveram uma boa estrutura de governo24 e conheciam muito bem astronomia25 e agricultura.26

Durante a invasão espanhola da América Latina, no século XVI, aí prosperavam três grandes civilizações ameríndias: a maia, na América Central (a qual era influenciada pela tolteca, do México, a partir do século X d.C.); a asteca, no México, e a inca no Equador, no Peru e na Bolívia.27 Essas civilizações exerceram muita influência na prosperidade latino-americana que veio depois dessa contribuição dada pelos primeiros povos da região.19 O ouro e prata existiam em suas minas, e isso fez com que os dominadores espanhóis conquistassem os povos indígenas na maior rapidez possível.19

Panorama de Machu Picchu, uma antiga cidade do Império Inca em meio aos Andes peruanos, na América do Sul.

Exploração e colonizaçãoeditar | editar código-fonte

Em 1521, soldados espanhóis liderados por Hernán Cortés invadiram o Império Asteca e ocuparam e saquearam sua capital, Tenochtitlán (atual Cidade do México).

A Espanha reclamou para o seu império colonial da maioria do território latino-americana,28 logo após a chegada de Cristóvão Colombo a essa àrea, em 1492. Terras no hemisfério ocidental eram reivindicadas pelo Portugal. Em uma grande quantidade de vezes, ambos os países desejavam as mesmas terras.28 Para estes conflitos que fossem resolvidos, uma linha demarcadora foi traçada pelo papa Alexandre VI (1431-1503), em 1493.29 Essa linha imaginária, a qual percorria de norte a sul, ultrapassava mais de 400 km a oeste das ilhas dos Açores e de Cabo Verde.30 Os espanhóis e os portugueses exploravam uma diminuta porção do hemisfério ocidental.31 Estavam de acordo que a Coroa de Castela poderia ter o total das terras das terras a oeste desta linha e o Reino de Portugal o total das terras a leste.32 Esse acordo fazia referência somente a terras que não fossem governadas por um adepto do cristianismo.31

Porém, os portugueses não gostaram da ideia da linha, por acreditar que a bula Inter cætera concedia à Coroa de Castela uma área territorialmente muito extensa.31 Em 1494, o Tratado de Tordesilhas,33 pela qual a linha era deslocada a mais de 1 500 km a oeste, foi assinado pelo Reino de Portugal e pela Coroa de Castela. Ao Reino de Portugal competia a parte leste do continente, pela qual, hoje, boa porção do território brasileiro é representada.33 As terras das Espanha localizavam-se a oeste, e estendiam-se entre a Vice-Reino da Nova Espanha, atuais regiões sudoeste, norte, centro e sul dos EUA, e o ponto mais ao sul da América do Sul, na Terra do Fogo.33

Mapa anacrônico que mostra as áreas que pertenciam ao Império Espanhol em algum momento durante um período de 400 anos. Para mais detalhes, veja o mapa.
  Territórios do Império Português durante a União Ibérica(1581-1640)
  Territórios perdidos antes ou devido aos Tratados de Utrecht-Baden (1713-1714)
  Territórios perdidos antes ou devido à Independência da América Espanhola (1811-1828)
  Territórios perdidos após a Guerra Hispano-Americana (1898-1899)

De 1492 até 1502, Cristóvão Colombo (1451-1506) viajou quatro vezes à América e criou uma grande variedade de colônias menores nas Antilhas.34 Pedro Álvares Cabral (1467-1520), navegador português, atingiu o litoral brasileiro em 1500.35 Cabral achou ter descoberto uma ilha e a reclamou para sua pátria.36 O navegador italiano Américo Vespúcio, que denominou a América, viajou em uma grande variedade de vezes entre 1497 e 1503, perante as bandeiras da Coroa de Castela e do Reino de Portugal.37 Os litorais brasileiro, uruguaio e argentino foram explorados por Vespúcio,36 além da exploração de quase o total do litoral argentino por Fernão de Magalhães, em 1520.38

Nos primeiros anos do século XVI, os conquistadores dentre os quais eram encontrados Hernán Cortés (1485-1547) e Francisco Pizarro (1478?-1541), auxiliaram na consolidação do domínio da Coroa de Castela sobre a América Latina.36 Cortés chegou no litoral do México em 1519.39 Dois anos depois, tinha uma força de guerra com mais de mil espanhóis, uma grande quantidade de aliados ameríndios, certa artilharia leve e poucos cavalos.36 Com essa força, em 1521, havia dominado Tenochtitlán (atual Cidade do México), antiga sede de governo do do Império Asteca.40 Nos últimos dias daquele ano, a maioria do território mexicano já foi conquistada por Cortés.36 Em 1523, um de seus oficiais, Pedro de Alvarado, saiu do México em direção ao sul, até a América Central.41 Naquele mesmo ano, foi encontrado com tropas que dirigiam-se para o norte, as quais vieram da colônia pertencente à Coroa de Castela que Vasco Núñez de Balboa (1475?-1519) fundou no Panamá e Pedro de Alvarado assegurou para a Coroa de Castela a América Central inteira.36

Em 1531, Pizarro saiu do Panamá, velejando em direção ao sul, com mais de 180 homens e 27 cavalos.42 Chegou no Peru e, em torno de 1533, depois que venceu facilmente os indígenas, já conquistou a maioria do território do Império Inca. Pedro de Valdivia (1500-1553), um dos oficiais de Pizarro, havia conquistado o norte do Chile e criou Santiago em 1541.43 As regiões dominadas do litoral oeste da América do Sul, do Panamá até o centro do Chile foram dadas por essa conquista à Coroa de Castela.36 No Chile, o tempo de sobrevivência contínua dos araucanos foi de cerca de 300 anos.44

Colonizaçãoeditar | editar código-fonte

Entre 1500 e 1800, os colonizadores que vieram da Coroa de Castela e do Reino de Portugal acorreram em grande número para as novas terras.45 Os proprietários de terras plantavam algodão, frutas e cana-de-açúcar na maioria do território que ocuparam, principalmente na Região Nordeste do Brasil, nas ilhas das Antilhas e na América Central.46 Grupos de homens agitados que procuravam ouro e prata passavam pela grande área do México até a Bolívia dos dias de hoje.46

Esquema mostrando como eram transportados escravos em um navio negreiro.

Por onde percorriam, os europeus obrigavam que boa parte dos nativos trabalhassem para eles, nos campos, nas florestas e nas minas.47 Trouxeram os primeiros escravos que vieram da África para a América nos primeiros anos do século XVI.48 Principalmente, o litoral leste da América do Sul fornecia uma pequena quantidade de atrativos para os colonizadores.46 Uma pequena quantidade de indígenas habitavam a região e nada restou ouro e prata.46 Por isso, o litoral leste continuou quase sem exploração até o início do século XVII, na época em que a fertilidade do solo para a lavoura e a pecuária foi verificada pelos europeus.46

Já se colonizou boa parte do território da América Latina49 numa época anterior à chegada definitiva dos colonizadores ingleses na América do Norte, mais precisamente onde é hoje o estado mais antigo dos Estados Unidos, a Virgínia em 1607.5051 A maior parte dos espanhóis e portugueses vindos para a América Latina queria se enriquecer com rapidez e retornar aos países de onde vieram.52 Porém, em suas expedições existiam, também, artesãos e camponeses, os quais queriam iniciar um novo tipo de vida.47

Movimentos de independênciaeditar | editar código-fonte

Simón Bolívar, libertador de seis países latino-americanos: Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela.

As colônias da América Latina ficaram sendo dominadas pela Europa por aproximadamente 300 anos.53 Entre 1791 e 1824, a maior parte das colônias que batalharam em guerras, foram libertadas do domínio europeu por esses conflitos.54 Todo o país possuía seus próprios heróis revolucionários, porém, ambos os homens mereceram destaque como líderes da América Latina independente.36 Um dos dois é general venezuelano Simón Bolívar (1783-1830) que venceu libertando a Venezuela, a Colômbia, o Equador, o Peru e a Bolívia.55 O outro é José de San Martín (1778-1850), general argentino e líder de um exército, que saiu da Argentina, e auxiliou para que o Chile se tornasse independente da Espanha.56 Contribuiu, também, para que o Peru fosse libertado.56

A maior parte das colônias possuía quatro motivos de base para batalhar pela independência:36

  1. Muitos mestiços enriquecidos que tinham fazendas, pensavam que era obrigatório participar ativamente no governo de seus países. Em geral, os espanhóis encaravam menosprezada mente os mestiços, que não eram nada socialmente prestigiados. Sendo dessa forma, os mestiços que influenciaram em cima dos nativos, foram líderes de rebeliões que destituíram os senhores europeus.36
  2. Os crioulos (descendentes de espanhóis que nasceram nas Américas) não admitiram a ocupação exclusiva de cargos da administração pública por funcionários espanhóis. Os crioulos, do mesmo modo que os mestiços, desejavam possuir representantes ou políticos que defendessem os seus direitos no governo.36
  3. O comércio entre as colônias na América Latina foi proibido pelos reinos da Espanha e de Portugal, que obrigavam-na a comerciar com as metrópoles.57 Os governos da Espanha e de Portugal aboliram uma grande quantidade de restrições durante o século XIX, porém, o sentimento de injustiça econômica motivou as colônias a agirem.36
  4. Aumentou nas colônias um sentimento de patriotismo, e o povo de classes diferenciadas da sociedade juntou-se para que fosse exigido o direito de governar a si mesmo.36

O Haiti se revoltou contra a França, em 1791.58 Em 1804, o Haiti foi proclamado independente e elevado à categoria de república negra mais antiga das Américas e do mundo.59 Um antigo escravo negro, Toussaint l'Ouverture (1743-1803) foi o mais importante líder haitiano que lutou pela liberdade de seu povo.54

Países latino-americanos por ano de independência.

A ocorrência de incidentes na Europa foi a causa das batalhas independentistas nas colônias localizadas na América Latina.60 Os reinos da Espanha e de Portugal passavam a entrar em decadência como potências mundiais.60 Em 1808, a derrubada franco-napoleônica de Fernando VII da Espanha, substituído por seu irmão, José Bonaparte61 levou os hispano-americanos a reagirem violentamente.60 Em 1810, exemplificando, a revolta dos mexicanos foi contrária aos governantes espanhóis de José Bonaparte.62 Os dois líderes da revolta mexicana foram ambos os padres Miguel Hidalgo y Costilla (1753-1811) e José Maria Morelos y Pavón (1765-1815).62 Também em 1810, Chile foi declarado independente do Reino da Espanha pelos grandes fazendeiros do país andino.63 Mas perderam das forças espanholas.60 O Chile foi declarado finalmente independente em 1818, com as forças cujos líderes foram o herói chileno foi Bernardo O'Higgins (1778-1842) e por San Martin.64

A tentativa de libertação do país de nascimento de Francisco de Miranda (1750-1816), revoltoso venezuelano, foi infrutífera em 1806 e pela segunda vez em 1811.65 Simón Bolívar, que seguia Miranda, havia empreendido um novo tipo de campanha em 1813.55 A luta de seus exércitos, que finalmente venceram no atual distrito peruano de Ayacucho em 1824, foi contrária às forças espanholas por mais de 10 anos.55 Esta glória libertou o total das colônias do Reino da Espanha na América do Sul.55

O Brasil proclamou sua independência de Portugal sem declarar guerra.66 Em 1808, João VI de Portugal (1767-1826) encontrou refúgio durante a invasão napoleônica em seu país.67 Voltou a Lisboa 14 anos depois que Napoleão Bonaparte foi derrotado.60 Seu filho Pedro (1798-1834) foi deixado pelo então rei de Portugal para que governasse o Brasil como regente.60 Porém, o povo brasileiro, do mesmo modo que os povos que habitavam as colônias do Reino da Espanha, não desejava que os europeus os governassem.60 Desejava que o Brasil fosse libertado de Portugal.60 No dia 7 de setembro de 1822, proclamou a independência do Império do Brasil e ascendeu ao trono como Pedro I do Brasil.66

Em 1821, a autoridade do Reino da Espanha foi repudiada pelos cidadãos nascidos na América Central.60 Os rebeldes não resistiram muito, já que as forças do Reino da Espanha eram reduzidas e o partido dos revolucionários foi tomado pelo governador espanhol.60

Conflitos regionaiseditar | editar código-fonte

Forças brasileiras (de uniforme azul escuro) lutam contra o exército paraguaio durante a batalha de Avaí, na Guerra do Paraguai.

As relações internacionais entre os países fronteiriços latino-americanos foram pontilhadas por um grande quantidade de lutas menos importantes, além de uma grande variedade de guerras.68 O mais grande desses conflitos foi a Guerra do Paraguai, pela qual os três países da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) e o vilão Paraguai estiveram envolvidos. Seu tempo de duração foi entre 1864 e 1870.69 O Paraguai alargou suas fronteiras, e isso provocou principalmente as lutas, ainda nos tempos atuais se discutem certas fronteiras do país e esses limites geopolíticos são controversos.6870

Nos primeiros anos do século XIX, os problemas que existiam dentre ambas as potências de maior dimensão geopolítica da América do Sul — a Argentina e o Brasil — foram centralizados na área de ocupação do atual Uruguai.68 Em 1825, desenvolveu-se a guerra entre Brasil e Argentina. Três anos depois o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata reconheceram a área em disputa como país independente, o Uruguai.6871

Tropas do exército chileno ocupam Lima, a capital do Peru, durante a Guerra do Pacífico.

Em 1932, a Bolívia e o Paraguai guerrearam porque um dos dois países queria se apossar do Gran Chaco.72 As negociações de paz iniciaram-se em 1935 e, em 1938, um acordo final dava 237 800 km² de extensão territorial em litígio para o Paraguai.68 Ambos os lados não se satisfizeram.68

O Chile batalhou contra a Bolívia e o Peru entre 1879 e 1883, porque o Chile desejava discutir sobre nitratos.73 A guerra foi vencida pelo Chile, que tomou posse da região a qual era enriquecida de nitrato e que obrigou a Bolívia a deixar o seu litoral antes banhado pelo Pacífico.73 A partir de então, a Bolívia não é mais banhada por litoral marítimo.73 O Chile e o Peru debateram por questões limítrofes até o acerto finalizado de sua situação geográfica, em 1929.68

Equador e Peru batalharam porque um dos dois países queria se apossar de uma área agreste, não disponível nos mapas, que se estendia do Equador até a região oeste do Brasil.68 De 1940 até 1941, ambos os países batalharam porque essa região era litigiada.6874 O Peru venceu o Equador, que havia anexado quase o território inteiro aos peruanos.74

Era contemporânea e integraçãoeditar | editar código-fonte

Ver artigo principal: Integração latino-americana
Presidentes dos países-membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) durante a primeira cúpula da organização em Caracas, Venezuela (2011).
A escultura "Mão" de Oscar Niemeyer, localiza no Memorial da América Latina em São Paulo, representa os ideais de unidade e irmandade entre os povos latino-americanos.

A economia da maior parte dos países da América Latina é dependente, em sua maioria, de produtos agrícolas e minerais exportados para a Europa e os Estados Unidos.75 Ao contrário, os produtos de importação latino-americanos vindos da Europa e dos EUA são em sua maioria os artigos manufaturados necessários para fins educativos, culturais, midiáticos, medicinais, tecnológicos, etc.76 Infelizmente, há uma pequena quantidade de intercâmbio comercial entre os países da América Latina, especialmente devido à produção de matérias-primas pela maior parte deles.74 Mas, depois da Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento da indústria manufatureira foi rápido em uma grande variedade de países, principalmente na Argentina, no Brasil, no Chile, no México e na Venezuela.7477

A industrialização cresceu muito, e isso motivou que diversas conferências fossem realizadas, nos anos 1950, as quais objetivavam ao incremento do intercâmbio comercial dentre os países latino-americanos.76 Enfim, em fevereiro de 1960, numa reunião que se realizou em Montevidéu, Uruguai, formou-se a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC).78 O acordo da ALALC foi assinado por sete países, a saber: Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai, Peru e Uruguai.79 Em 1961, Colômbia e Equador entraram para a ALALC.79 A Venezuela aderiu à ALALC em 1966, e a Bolívia em 1967.79 Os países signatários permitiram que fosse eliminada a maioria das restrições comerciais dentre eles, incluindo restrições alfandegárias e tarifárias, até 1980.79 A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) substituiu o sistema em 1980.80

Em dezembro de 1960, quatro países da América Central constituíram uma organização parecida. Um tratado de Integração Econômica Centro-Americana foi assinado por El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. Em 1963, a Costa Rica aderiu a esta organização denominada, em geral, de Mercado Comum Centro-Americano.81

Embora exista uma grande quantidade de problemas, o comércio entre os países da América Latina havia aumentado, sendo influenciado por dois ou três acordos.74 Exemplificando, o algodão mexicano ou brasileiro está sendo importado pelo Chile, em contrapartida ao algodão que antes seria comprado nos Estados Unidos.74 O México exporta aço para uma grande variedade de países da América do Sul, e produtos industrializados no Brasil, como máquinas de escrever e computadores, são exportados para o Chile e o Paraguai.74 Em 1969, um acordo econômico denominado Pacto Andino foi assinado por Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru.82 Os países haviam convencionado que acabassem, até 1980, com as barreiras comerciais dentre eles.74

Geografiaeditar | editar código-fonte

A América Latina está toda localizada no hemisfério ocidental, sendo cortada pelo Trópico de Câncer, o qual atravessa o centro do México, pelo Equador, o qual corta o Brasil, Colômbia, Equador e pelo qual é tocado o norte do Peru; pelo Trópico de Capricórnio, o qual corta o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile.4783

Está distribuída irregularmente pelos hemisférios norte e sul, devido à extensão da maioria de suas terras ao sul da Linha do Equador.4783 Quase todas as terras da América Latina, estão localizadas na zona climática intertropical; uma porção menor está situada na zona temperada do norte e uma área muito grande localiza-se na zona temperada do sul.4783 Tem como limites: ao norte, com os Estados Unidos; ao sul; com a junção das águas salgadas dos oceanos Atlântico e Pacífico; a leste, o oceano Atlântico; e a oeste, o oceano Pacífico.4783

Relevoeditar | editar código-fonte

A mesma ordem de formas de relevo, é apresentada, no sentido norte-sul, em todas as latitudes, pela América Latina.8485 Dessa forma, há cinco unidades geomorfológicas mais importantes:8485

Monte Aconcágua, na região andina da Patagônia, a maior montanha do continente americano, com quase sete mil metros de altura.
Vista do litoral de Cancún, no México.
As elevadas cordilheiras latino-americanas apresentam altitudes acima de 5 mil metros e picos revestidos por neve e derivam ainda de demais surgimentos de tectonismo, como terremotos, da atividade de uma grande variedade de vulcões, certos dos quais prontificados para que entrem em ação.8485
No México, a cordilheira é denominada de Sierra e constitui ambas as cristas horizontais (linhas no relevo pelas quais são reunidos os pontos de maior altitude), que recebem o nome de Sierra Madre Ocidental e Sierra Madre Oriental.84 Na América Central, essa cordilheira é formada por serras, como as de Isabela e Tatamanca.84 Na América do Sul, aparecem os Andes, cujo ponto culminante é o pico Aconcágua, com 6 959 metros, na Argentina. Assim como na Sierra Madre, cristas, dentre as quais estão localizados planaltos de soerguimento, chamados na região de altiplanos, com altitudes acima a 3 mil metros, são apresentadas pelos Andes.8485
  • Grandes planícies banhadas por rios, na América do Sul (Amazônica, do Orinoco, do Magdalena, Platina, do Pantanal ou Chaco, entre outros), que situam-se dentre as cordilheiras ocidentais e os planaltos orientais.8485
  • Planaltos de desgaste na porção oriental da América do Sul, cujas altitudes são menores, que pouquíssimas vezes ultrapassam 2 mil metros, devido à formação do relevo regional por pedras de grande antiguidade, de grande desgaste pela erosão e pelas quais não são apresentados surgimentos de tectonismo. Pertencem a este relevo os planaltos das Guianas e Brasileiro, tendo como pontos culminantes os picos da Neblina (3 014 metros), 31 de Março, da Bandeira, das Agulhas Negras, etc.8485
  • Baixadas litorâneas banhadas pelo oceano Atlântico, as quais quer são estreitas e somem, possibilitando o aparecimento de falésias ou litorais elevados, quer aparecem muito longas, originando grandes balneários naturais.8485

Climaeditar | editar código-fonte

Todos os climas regionais são dependentes de uma grande quantidade de fatores: latitude, altitude e relevo disposto, massas de ar, continentalidade, maritimidade, correntes marítimas, entre outros. Uma pequena ou grande latitude determina caso uma região está mais perto ou mais longe do Equador e, assim sendo, caso faça maior ou menor calor. Além disso, por causa do relevo, faixas térmicas diferenciadas, de acordo com a altitude, são possivelmente apresentadas por esta região.8687

Mapa climático da América do Sul de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger.

Baseando-se nisto, é simples a dedução de que em quase o total da América Latina são predominantes temperaturas elevadas e quais essas se reduzem quando se dirigem ao polo Sul. Por esse motivo, a porção sul da América Latina, denominada de Cone Sul, é uma área de verões brandos e invernos gelados.8687

Por ser longamente disposto no sentido norte-sul, fazendo com que o território da América esteja situado em latitudes diferenciadas, ele é climaticamente muito diversificado.8786 Na América Latina, sobressaem os climas tropicais, úmidos ou secos, surgindo, em certos pontos, o tropical de altitude. Cercado por essa ampla extensão tropical, há um pedaço de clima equatorial, também grandemente vasto, que se marca por pequena amplitude térmica, temperaturas altas e chuvas permanentes.8786 Desde o Trópico de Capricórnio, na América do Sul, os climas predominantes são modificados gradativamente depois que a latitude aumenta, começando a predominar os tipos climáticos temperados e frios.8786 A temperatura influi mais sobre a temperatura na porção ocidental, em que faixas de terras quentes, temperadas e frias são apresentadas pelas cordilheiras. Estas faixas desaparecem à proporção que é reduzida a distância relacionada ao polo sul, em que mesmo ao nível do mar já localizam-se regiões continuamente frias.8786 Na América Latina, os ventos colaboram para que seja alterado o regime chuvoso e as próprias temperaturas. Em certos países sul-americanos, especialmente nos dos centro-sul, a diminuição térmica embruscada tem muita nitidez durante a chegada da frente fria.8687

As altas temperaturas da região equatorial são atrativos, no inverno, das massas de ar frio, as quais, em geral, causam chuvas e posterior diminuição da temperatura quando ela passa. No verão, no hemisfério sul, as temperaturas de maior elevação acontecem no centro da América do Sul, o que atrai ventos do oceano Atlântico.8687

Como qualquer região em que predomina o clima tropical, vastos contrastes são apresentados pela América Latina: certas áreas de grande umidade e demais de desertos ou semidesertos. As primeiras são frequentes na porção equatorial da América do Sul ou em regiões de litoral. Já as regiões de deserto aparecem acima de tudo no momento em que os ventos de umidade são impedidos de passar para o sertão pelo relevo. Há certos desertos (quantidade menor de 250 mm chuvas ao ano) na América Latina: Mexicano; de Atacama, do Chile ao Peru; e da Patagônia, no sul da Argentina. Regiões de semideserto nos planaltos mexicanos e no polígono das secas, na Região Nordeste do Brasil são apresentadas por essa porção das Américas.8687

Uma quantidade chuvosa muito pequena é recebida por estas regiões de estiagem devido ao seu isolamento litorâneo pelo relevo disposto, dificultando que contatem com os ventos de umidade. O deserto de Atacama constituiu-se porque a corrente marítima de Humboldt influencia, e isso, quando esfria as águas do Pacífico, causa a condensação de nuvens que se saturam de vapor de água em cima do nível do oceano, fazendo elas chegarem secadas no continente.8687

Hidrografiaeditar | editar código-fonte

Como seu relevo é disposto, a maior parte dos rios americanos, e especialmente latino-americanos, drenam no sentido oeste-leste, porque o paredão da cordilheira dos Andes faz eles se dirigirem ao Atlântico.88

Sendo, geralmente, uma região de grande umidade, a América Latina tem, na maioria de sua extensão, uma grande rede hidrográfica. Sobressaem: na América do Norte, o rio Grande, na fronteira Estados Unidos-México;89 na América Central, em Honduras, rio Patuca;90 na América do Sul, em sua parte norte, destacam-se os rios Madalena, na Colômbia, e Orenoco, na Venezuela, que desembocam no mar das Antilhas e pelos quais é banhada uma importante região agropecuária da fachada norte do continente, bem como demais rios principais os quais são projetados em suas porções central e sul, como o grande Amazonas e os rios Paraná, Paraguai e Uruguai, os quais compõem a bacia Platina, desembocando totalmente no oceano Atlântico.8891

Ao contrário da América do Norte, imensos lagos não são apresentados pela América Latina, no entanto, essa região tem numerosas lagoas em seu litoral, acima de tudo na vertente do Atlântico, como a lagoa dos Patos, no Brasil, lagoas de inundação nas planícies Amazônica e do Orenoco; e lagos de altitude, como o Titicaca, do Peru até a Bolívia.8891

Vegetaçãoeditar | editar código-fonte

A maioria da vegetação a qual cobria a América Latina até o século XVI desapareceu.92 Porém os países mais antigos desmatavam áreas consideradas "mato" na Idade Média para ocupar e ampliar as áreas férteis e já desmatavam as terras desocupadas desde tempos antigos, já que a maioria do território brasileiro ainda é coberto por matas nativas e a grande parte do território dos Estados Unidos é coberto por florestas nativas e o percentual é o mesmo desde o século XIX, o desmatamento trouxe mais áreas agrícolas, mas não trouxe enriquecimento econômico, que só aconteceu após a Revolução Industrial9394, porém desde 1970, muito tempo após a industrialização do continente europeu, passaram a recuperar as florestas desmatadas na época anterior as Primeira e Segunda Guerras Mundiais, porém a exceção ao desmatamento do território no Velho Mundo e na Ásia é o Japão, onde 68% da vegetação ainda está preservada e possui uma densidade populacional maior que da América Latina959697. Só se preservou a cobertura vegetal nos lugares de pouco interesse econômico ou em regiões de relevo íngreme, no entanto, de qualquer forma, é de grande facilidade a reconstituição da vegetação original, porque ela resultou do clima e do tipo de solo em que foi desenvolvida. Dessa forma, podem ser identificadas na região:9298

Amazônia, a mais rica e biodiversa floresta tropical do mundo. segundo vários ambientalistas.

Demografiaeditar | editar código-fonte

Ver artigo principal: Demografia da América Latina
A Cidade do México é o centro de uma das maiores metrópoles do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes.

Muitas e diversas culturas são apresentadas pela América Latina, por causa da mistura de línguas, etnias e costumes.99 Apesar do predomínio do espanhol como língua oficial dos países da América Latina,100 são falados também português,100 francês100 e, em certas regiões, até mesmo inglês101 e neerlandês.102 Existem também muitas línguas nativas, merecendo destaque o quíchua, legado dos incas e idioma que se fala no Peru, Equador, Bolívia e Argentina.100

Línguas românicas oficiais na América Latina: português em laranja; espanhol em verde e francês em azul

A etnia dos habitantes da América Latina é muito variável de país a país.103 Apesar da intensidade da mestiçagem, existem nações em que a maior parte dos habitantes é branca (Argentina104 e Uruguai),105 demais em que quase o total dos habitantes é de origem negra (Haiti,106 República Dominicana,107) e certas onde está fortemente presente o sangue índio (Peru,108 Bolívia,109 México,110 Equador111 e Paraguai).112

Existem países mestiços de verdade (Colômbia113 e Venezuela)114 e demais como o Brasil, no qual há regiões de população com predomínio de brancos e demais pelas quais a maior parte de negros, mestiços ou índios é apresentada.115

Em 2016, foi feita uma pesquisa que mostra que a maioria da população da América Latina é descendente de nobres. De acordo com o estudo, entre os séculos XV e XVI vieram muitas pessoas que pertenciam às elites do Império Espanhol e do Império Português que vieram para contribuir para a formação da América Latina.116

Religiõeseditar | editar código-fonte

A maioria da população professa o catolicismo romano, mas em alguma parte desses países latino-americanos é crescente o número de protestantes, popularmente chamados no Brasil como evangélicos.117 Há também minorias de judeus, muçulmanos, hinduístas, budistas, espíritas — já que o Brasil é o país com o maior número de adeptos dessa religião —, e praticantes de cultos afro-brasileiros.117

Uma pesquisa realizada em toda a América Latina, divulgada em 2014 relatou que o número de protestantes na região já chegava a 19% da população latino-americana, enquanto os católicos estariam em 69%.118

Idiomaseditar | editar código-fonte

O Espanhol é o idioma predominante da vasta maioria dos países latino-americanos. O Português é a língua oficial somente do Brasil, porém é falada por mais de 34% da população da América Latina; e o Francês é falado no Haiti, em algumas ilhas do Caribe e na Guiana Francesa. Ainda há o neerlandês, falado em ilhas caribenhas e no Suriname; todavia, o neerlandês não é uma língua latina e, sim, germânica. Portanto, sob este aspecto, a inclusão destes países na América Latina é controversa.

Em diversas nações, principalmente as caribenhas, existem os idiomas crioulos, que derivam de línguas europeias e línguas nativas do país, antes da colonização. Em outras, existe uma grande quantidade de falantes das línguas indígenas, como o México, o Peru, a Guatemala e o Paraguai. Nestes casos, é comum os governos nacionais ou regionais reconhecerem estes idiomas não-europeus como idiomas oficiais, ao lado do idioma europeu predominante. Por exemplo, o Quíchua é reconhecido no Peru como idioma oficial, ao lado do Espanhol. O Guarani também é idioma oficial no Paraguai juntamente com o Espanhol.

Afora os idiomas nativos e os idiomas europeus predominantes, existem idiomas de comunidades europeias, que migraram para a América do Sul depois do século XIX.

Problemas sócio-econômicoseditar | editar código-fonte

Politicamente, a América Latina não é uniformemente apresentada em consideração aos seus aspectos humanos. Há muitos anos, a região era politicamente instável. Mas nos anos 1980, uma grande variedade de países passou por um período de ditaduras militares e, atualmente, há eleições livres em quase a América Latina inteira, apesar da existência de focos tensos em certos países onde grupos de tendências políticas de oposição rivalizam pelo poder.119

Os países da América Latina, em sua totalidade, são subdesenvolvidos, apesar de certas nações serem industrialmente e tecnologicamente avançadas, sendo que o capital transnacional controla a maior parte de tudo isso, como é o caso do Brasil, México e Argentina. Mas a economia da maior parte dos países da América Latina é a agricultura que se baseia nas técnicas primitivas e numa distribuição desigual de terras, pela qual os grandes fazendeiros são privilegiados.119

Estigmatizada por uma grande quantidade de diferenças entre seus países formadores (grupos étnicos, dialetos, corrupção política, infraestrutura, criminalidade, etc.), entendemos que a importância da expressão "América Latina" está mais para que seja distinta, no continente americano, a parte subdesenvolvida da porção rica e industrializada do que para que fosse salientada uma noção unitária.119

Políticaeditar | editar código-fonte

Ver artigo principal: Integração latino-americana

Paíseseditar | editar código-fonte

País Capital Maior cidade Língua População
hab
Território
km²
PIB (2006)120
Bilhões USD
correntes
PIB (2006)
per capita120
USD (PPP)
 Argentina Buenos Aires Buenos Aires Espanhol 40 403 943 2 766 889 212 595 12 080
 Belize Belmopan Belmopan Inglês 314 275 22 966 2 307 7 800
 Bolívia La Paz (administrativa) e
Sucre (constitucional e judicial)
La Paz Espanhol,
Quíchua e
Aimará
9 627 269 1 098 581 11 221 2 931
 Brasil Brasília São Paulo Português 201 032 714 8 514 876 1 998 706 10 073
 Chile Santiago do Chile Santiago do Chile Espanhol 16 800 000 756 950 145 845 12 811
 Colômbia Bogotá Bogotá Espanhol 47 387 109 1 141 748 135 883 8 260
Costa Rica San José San José Espanhol 4 327 000 51 100 21 466 11 862
 Cuba Havana Havana Espanhol 11 382 820 110 861 40 000 4 100
El Salvador San Salvador San Salvador Espanhol 6 881 000 21 041 18 654 5 600
Equador Quito Guayaquil Espanhol 13 363 593 272 045 41 402 4 835
França Guiana Francesa Caiena Caiena Francês 190 842 86 504 N/D N/D
 Guatemala Cidade da Guatemala Cidade da Guatemala Espanhol 14 655 189 108 890 30 299 4 335
Haiti Porto Príncipe Porto Príncipe Francês e
Crioulo haitiano
7 500 000 27 750 4 473 1 840
Honduras Tegucigalpa Tegucigalpa Espanhol 7 205 000 112 492 9 072 3 300
 México Cidade do México Cidade do México Espanhol 106 202 903 1 958 201 840 012 11 369
Nicarágua Manágua Manágua Espanhol 5 487 000 130 000 5 301 3 100
 Panamá Cidade do Panamá Cidade do Panamá Espanhol 3 232 000 75 517 17 103 8 593
 Paraguai Assunção Assunção Espanhol e
Guarani
5 734 139 406 752 9 527 5 339
 Peru Lima Lima Espanhol,
Quíchua
28 675 628 1 285 215 107 000 7 856
República Dominicana Santo Domingo Santo Domingo Espanhol 8 900 000 48 734 31 600 9 377
Uruguai Montevideo Montevidéu Espanhol 3 415 920 176 215 19 127 11 969
 Venezuela Caracas Caracas Espanhol 27 730 469 916 445 181 608 7 480

Consolidação políticaeditar | editar código-fonte

Durante o colonialismo, eram obedecidos pelos cidadãos da América Latina as leis que os monarcas distantes aprovaram e quase não podiam discutir seus próprios assuntos. Como revolta, foram criados pelos latino-americanos seus próprios países, eram politicamente menos experientes. Por líderes que tiveram sensatez, como Simón Bolívar, não era considerado com prudência o estabelecimento de repúblicas na América Latina. O argumento dos líderes sensatos era de que o povo não era experiente em autogoverno. Porém, entre o México e a Argentina, a impetuosidade dos patriotas tinha visto o rumo da Revolução Francesa e da Revolução Americana. O desejo dos patriotas impetuosos era um governo republicano, com a esperança de acompanhamento do mesmo rumo. Para melhor entedimento dos problemas políticos da Amêrica Latina o importante é um pouco de conhecimento da história de certos países.60

Mapa das Guerras entre a Espanha e suas colônias na América Latina:
  Reação Realista
  Território sob controle independentista
  Território sob controle independentista
.

Até 1829, a Argentina era sucedida por governos fracos.60 Naquele ano, por Juan Manuel de Rosas (1793-1877), um rico proprietário de terras que liderava o seu próprio exército, foi assumido o poder e o político foi tornado ditador. Em 1852, houve a revolta da população contra Rosas e seu poderio foi derrubado. A partir de então, os milionários controlavam muitas partes da vida do país. Pela desonestidade das eleições e pelos militares revoltosos eram, acompanhadamente, colocados governantes autoritários na presidência. Na Argentina foi eleito o presidente Raúl Alfonsín em eleições diretas, voltando o país à democracia.60

No Brasil, após a derrubada do Governo de Portugal em 1822, foi instituída pelo povo uma monarquia constitucional sendo chefe de Estado o imperador Pedro I.68121 Entretanto, Dom Pedro perdeu a confiança do povo brasileiro porque seu governo foi um desastre.68 Em 1831, houve a abdicação do trono por Dom Pedro I favorecendo seu descendente, Pedro II (1825-1891).122 Por aproximadamente uma cinquentena de anos, durante o reinado de Pedro II, foi usufruído pelos brasileiros, em muitas partes, um governo representativo.123 O povo brasileiro foi adquirindo experiência de governo, como auxílio político ao país.68 Em 1888, ainda no final do Segundo Reinado, foi abolida a escravidão no Brasil.124 A união dos fazendeiros com as forças oposicionistas foi responsável pela obrigação da abdicação do trono de Dom Pedro em 1889.68 Então, foi proclamada a república no Brasil.125 Porém, à exceção pelo intervalo de tempo que vai de 1898 até 1910, o Brasil foi um país no qual quem quase sempre governou foram presidentes autoritários.68 A constituição de 1946 restabeleceu a totalidade da democracia.126 Em 1964, foi instituído pela Ditadura Militar de 1964 no país um governo de exceção, que terminou em 1985, com a eleição de Tancredo Neves, morto antes da posse, sendo substituído pelo seu vice, José Sarney.68127

No Chile, foi mantido pelos donos de terras o fato de controlarem o governo por cerca de 100 anos após o país ser proclamado independente.68 Com a constituição de 1833 foram estabelecidas eleições livres.128 O governo, porém, aprovou uma lei cujas exigências eram as propriedades dos eleitores e a sua alfabetização.68 O resultado da lei era a falta de direito do povo ao voto até a abolição do fato de o governo exigir propriedade, em 1874.68 Em 1920, houve a união dos partidos políticos onde eram incluídos como membros agricultores e operários.68 Os agricultores e operários venceram a maioria dos votos válidos das eleições naquele ano e mantiveram sua força política.68 Durante quase todo o século XX o Chile elegeu governos civis.68129 Em 1970, o Chile foi o primeiro país do hemisfério ocidental que elegeu, por livre e espontânea vontade, um presidente que tinha o marxismo como ideologia política.130 Em 1973, pela primeira vez em aproximadamente 45 anos, houve a subida dos líderes militares ao poder no Chile.68130

Durante os primeiros tempos da história da república no México, os líderes militares lutaram violentamente pelo poder.68 Foi a chamada Revolução Mexicana, cujo tempo de duração foi de dez anos, de 1910 a 1920, que levou a reformar muitas coisas do país, inclusive a de um programa do governo que redistribuía terras.131 A partir de 1934, a estabilidade dos governos já promove o fato de o país progredir, realizando melhorias nas condições da sociedade e da economia.68

Ditaduras têm tido muita frequência em repúblicas centro-americanas, exceto Costa Rica, que, há muitos anos, seu governo tem estabilidade e constitucionalidade.68

Nas Antilhas, a forma de governo de Cuba é uma república comunista,132 e, no Haiti, a política tem violência e lutas assinaladas com pontos.68 Na República Dominicana, o governo ditatorial do general Rafael Trujillo Molina foi entre 1930 e 1961, ano em que ocorreu seu assassinato.133 Nos locais onde não há voto popular em seus representantes por meio de eleições livres, o governo muda muito, geralmente, pela força.68 Na maioria dos países da América Latina, é determinado pelas forças armadas, de maneira frequente, aquele que será o governante de seus países.68 Isto já ocorreu na maioria das nações, incluindo a Bolívia, o Equador, Honduras, o Paraguai, o Peru, a Argentina e a Venezuela.68

Relações internacionaiseditar | editar código-fonte

Simón Bolivar compreendeu a importância de se reunirem representantes das Américas.134 Em 1826, convocou uma conferência que visava reunir todas as novas repúblicas latino-americanas sob um só governo.134 Mas as nações não concordaram.134 Por mais de 60 anos, certas desconfianças nacionalistas impediram que as repúblicas tomassem qualquer medida para uma cooperação internacional.74

Assembleia-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 2005.

Finalmente, em 1890, os Estados Unidos e as repúblicas latino-americanas formaram a União Internacional das Repúblicas Americanas.135 Esta organização criou o Escritório Comercial das Repúblicas Americanas, que, em 1910, teve seu nome mudado para União Pan-Americana.136 O propósito da União Pan-Americana era estreitar as relações econômicas, culturais e políticas entre os países participantes.74 No início do século XX, foram realizadas várias reuniões.74 Em 1933, em Montevidéu, no Uruguai, os países-membros comprometeram-se a não interferir nos assuntos internos uns dos outros.137 Em 1936, em Buenos Aires, na Argentina, comprometeram-se a manter a paz no hemisfério ocidental.74

Durante a Segunda Guerra Mundial, as repúblicas latino-americanas fixaram uma posição comum contra a Alemanha, a Itália e o Japão.74 Em 1947, o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, ou Tratado do Rio de Janeiro, declarava que os Estados Unidos, e 19 países latino-americanos resolveriam seus problemas pacificamente e que a agressão armada contra um deles seria considerada como agressão contra todos eles.138 Apenas a Nicarágua foi excluída, porque a maioria das outras nações não reconhecia o seu governo.74

A Organização dos Estados Americanos (OEA) foi criada na nona Conferencia Pan-Americana, realizada em Bogotá, na Colômbia, em 1948.135 Iniciaimente era constituída por 20 repúblicas latino-americanas e os Estados Unidos.135 Em 1962, Cuba, por ter um govemo comunista, foi expulsa.139 Neste mesmo ano, os países da OEA, apoiaram o bloqueio dos Estados Unidos para impedir o desembarque de mísseis russos em Cuba.74140141 Em 1964, a OEA serviu de mediador na polêmica entre Estados Unidos e Panamá sobre as condições na Zona do Canal do Panamá.142 A OEA procura encontrar soluções pacíficas para todos os problemas surgidos entre seus membros, além de defender os princípios de justiça social, cooperação econômica e igualdade entre os homens, independente de raça, nacionalidade ou credo.140 Em 1970, a União Pan-Americana passou a chamar-se Secretariado Geral da OEA.140

Estados Unidoseditar | editar código-fonte

O presidente John F. Kennedy com a primeira dama Jacqueline Kennedy, em La Morita na Venezuela em 16 de dezembro de 1961. Esta foi a primeira visita de um presidente estadunidense àquele país. Nesta ocasião os presidentes Kennedy e Rómulo Betancourt firmaram o acordo da Aliança para o Progresso.

Os Estados Unidos tomaram sua primeira posição importante nos assuntos relacionados com o hemisfério ocidental quando formularam a Doutrina Monroe, em 1823.143 A Doutrina Monroe colocava as nações latino-americanas sob a proteção dos Estados Unidos.140 Durante muitos anos, a doutrina causou ressentimentos na América Latina.140

Este ressentimento diminuiu um pouco na Conferência Pan-Americana de 1933.144 Todas as nações assinaram um pacto comprometendo-se a respeitar a Política da Boa Vizinhança apresentada por Franklin Delano Roosevelt.144 Era um tratado de não-interferência que também previa um programa de intercâmbio de professores, estudantes, líderes culturais, conferencistas e tecnocratas.140 Os Estados Unidos enviaram vários profissionais das áreas tecnológicas à América Latina para ajudá-la a desenvolver seus sistemas de agricultura, indústria e educação, e a melhorar os serviços de saúde.140

Em 3 de março de 1961, o presidente John F. Kennedy, dos Estados Unidos, lançou a ideia de um programa de cooperação multilateral destinado a acelerar o desenvolvimento econômico, cultural e social da América Latina.145 No dia 17 de agosto do mesmo ano, as nações latino-americanas aprovaram a iniciativa do presidente Kennedy e deram-lhe o nome de Aliança para o Progresso. A Aliança foi aprovada em reunião realizada em Punta del Este, no Uruguai. O programa inicial da Aliança para o Progresso, previsto para dez anos (1961-1971) contava com um empréstimo de 20 bilhões de dólares dos Estados Unidos aos países da América Latina.146 Este empréstimo deveria ser utilizado principalmente em cinco áreas:140145 incentivo aos programas de reforma agrária;145 construção de habitações populares mas de boa qualidade;145 redução da mortalidade infantil;145 distribuição equitativa da renda nacional;145 erradicação do analfabetismo.145 Por volta de 1970, muitos países latino-americanos já haviam iniciado seus programas de reformas econômicas e sociais, mas pouco havia sido feito para melhorar os níveis de vida.140

Outros paíseseditar | editar código-fonte

As relações do Reino Unido com a América Latina foram quase que exclusivamente comerciais.140 Houve disputas de menor importância com alguns países latino-americanos,140 mas nunca a Grã-Bretanha tentou estender suas possessões além de Belize, da Guiana Inglesa (hoje Guiana independente), das ilhas Falkland, e de algumas ilhas das Antilhas.147 Os ingleses investiram somas vultosas na América Latina em fábricas de enlatados, utilidades públicas e estradas de ferro, no século XIX e início do século XX.140

As relações com a França foram, principalmente, de caráter cultural.148 Alguns latino-americanos, em especial os argentinos, buscavam em Paris inspiração para sua arte.140 Mas a França pouco participou da vida política das repúblicas, exceto por um breve espaço de tempo, na década de 1860.140 Naquela ocasião, Napoleão III enviou um exército ao México e fez de Maximiliano imperador do México. Entre 1864 e 1867, os mexicanos derrotaram os franceses e executaram Maximiliano.140149

Na Primeira Guerra Mundial, Brasil, Costa Rica, Cuba, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua e Panamá, declararam guerra à Alemanha.150 Apenas o Brasil, porém, enviou um contingente de tropas para a frente de batalha.151 Três outros países cortaram relações diplomáticas com a Alemanha, mas a Argentina e outras oito nações permaneceram neutras.152 Após a guerra, a maioria dos países latino-americanos ingressou na Liga das Nações.140153

Na Segunda Guerra Mundial, os latino-americanos recrutaram soldados para dar apoio aos Estados Unidos depois que o Japão atacou a base norte-americana de Pearl Harbor, Havaí, em dezembro de 1941.154155 Todos declararam guerra às forças do Eixo, embora somente Brasil e México tenham fornecido tropas aos Aliados.156 Os países latino-americanos tomaram-se membros das Nações Unidas.157 Formam um dos grupos mais fortes na Assembleia Geral das Nações Unidas.140

Economiaeditar | editar código-fonte

Ver artigo principal: Economia da América Latina

A maior ou menor presença de população ativa no setor primário é um dos elementos que caracterizam o grau de desenvolvimento de uma região. Considerando que a América Latina reúne países em desenvolvimento (a exceção é o Haiti, o único país da região considerado subdesenvolvido), é natural que grande parte da população ocupa o setor primário. Somente alguns países apresentam significativas parcelas da população economicamente ativa no setor secundário. Mas, é o setor terciário que mais tem crescido em quase todos os países latino-americanos.158

Extrativismo e agropecuáriaeditar | editar código-fonte

Plataforma da empresa petroleira mexicana PEMEX no Golfo do México.

A caça, como base econômica de sobrevivência, é praticada na América somente por esparsos grupos indígenas em via de integração. A pesca, além de atividade econômica de valor regional para todos os países que apresentam extensões litorâneas, tem especial importância para o Peru,159 maior exportador de pescado da América Latina,160 embora o Chile seja o maior produtor.161

O extrativismo vegetal aparece sempre como atividade complementar da agricultura e da pecuária, merecendo destaque a extração do látex da seringueira, em toda a Floresta Amazônica (Brasil, Colômbia, Peru e Bolívia); do quebracho, no Pantanal (Argentina,162 Paraguai163 e Brasil); de madeira, em quase toda a América Central, Brasil164 e Chile;165 e ainda de babaçu e carnaúba, no Brasil.166

O extrativismo mineral tem considerável importância em praticamente todos os países latino-americanos, ainda que muitas vezes a exploração seja realizada graças a capitais estrangeiros. Na extração do petróleo, possuem grande destaque México,167 Venezuela,168 Brasil,169 Argentina,170 Colômbia171 e Equador.172

O Brasil é o segundo produtor mundial de ferro;173 o Chile,174 o Peru,175 sendo o Chile o maior produtor do mundo;176 o Brasil é um dos cinco maiores produtores mundiais de manganês,177 além de grande produtor de estanho, minério do qual a Bolívia é grande exportadora.178

A América Latina destaca-se ainda por sua produção de chumbo (Peru179 e México180), níquel (Cuba181), prata (México182 e Peru183), zinco (Peru183), bauxita (Brasil184 e Venezuela185) e platina (Colômbia186).

A América Latina, que inclui essencialmente países subdesenvolvidos, de maneira geral é pouco industrializada, ficando sua economia subordinada à agropecuária e à mineração. Mesmo com essa dependência agrícola, a maior parte de suas terras é cultivada de forma extensiva e possui um reduzido PIB per capita.187 Em muitos países, a atividade agrícola ainda se desenvolve segundo os moldes do período colonial: grandes propriedades, pertencentes a poucas famílias, cuja produção se destina quase integralmente ao mercado externo. Devido principalmente à concentração das terras mais férteis nas mãos de poucos proprietários e ao grande número de agricultores sem terras para cultivar,187188 surgiram nessas áreas muitos conflitos fundiários,188 o que originou projetos de reforma agrária que visam à distribuição mais igualitária da terra,188 em países como México,189 Bolívia,190 Chile,191 Peru192 e Cuba.193

Chuquicamata, a maior mina a céu aberto do mundo, próxima à cidade de Calama, no Chile.
Colheitadeira em uma plantação de arroz em Santa Catarina. O Brasil é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo.194

Em todos os países da América Latina é possível identificar basicamente dois tipos de agricultura: a de subsistência,195 praticada com o uso de técnicas primitivas, e a de caráter comercial, em geral monoculturas realizadas em grandes extensões de terra e, com frequência, dependentes de investimentos estrangeiros. Como exemplos característicos desse sistema, podemos citar o café,196 responsável por uma parte substancial das rendas de exportação da Colômbia,197 Costa Rica,198 Guatemala199 e El Salvador,200 e a banana, com igual importância para o Panamá201 e Honduras,202 além de outros produtos de menor expressão.188

A pecuária, atividade de grande destaque na América Latina,195 é praticada em todos os países, ainda que de formas diferentes. A pecuária extensiva é realizada em grandes propriedades e sem o emprego de técnicas especiais; já na intensiva, utilizam-se técnicas de seleção do plantio, isto é, animais de boa raça, e cultivam-se pastagens.188 Os rebanhos mais numerosos na América latina, pela ordem, são os de bovinos, suínos e ovinos. Brasil, Argentina e México são os países que possuem a maior quantidade de cabeças de gado.188

Significativa parte do desenvolvimento da agropecuária de alguns países, especialmente Brasil, Argentina e Uruguai, deve-se às cooperativas agropecuárias desses países, organizadas a partir do início do Século XX.203 Hoje elas detém sigifica parcela da economia agropecuária e são responsáveis pela organização da produção, pela armazenagem, processamento e comercialização de muitos produtos, especialmente leite, suínos, aves, soja, milho, trigo, arroz e algodão, entre outros.203 As cooperativas voltadas à produção de grãos, a partir da década de 1970, passaram a investir no processamento da produção, inicialmente no esmagamento da soja para produção de óleo degomado, depois no seu refino e, mais tarde, na produção de produtos destinados ao varejo, como óleo comestível, margarinas, maioneses e outros.203 As cooperativas também investiram pesadamente na organização da produção de aves e suínos, no seu processamento e comercialização nos mercados interno e externo.203

A consequência dessa atuação foi a ampliação da produção, o enriquecimento das comunidades do interior e a agregação de valor à produção.203 O mais importante de tudo, no entanto, é que essa atuação das cooperativas propiciou a contínua e crescente libertação dos agricultores associados do jugo da intermediação na comercialização da produção.203 Embora o sistema cooperativista tenha vivenciado, também, crises de várias cooperativas em vários estados, por razões as mais diversas, os benefícios das cooperativas sobrevivente são infinitamente maiores do que os problemas que atravessaram.203 No Brasil, as cooperativas agropecuárias estão mais presentes nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são as principais regiões agrícolas.203

Indústria e comércioeditar | editar código-fonte

São Paulo, Brasil, um dos maiores e mais ricos centros urbanos da região.
Sanhattan, o centro financeiro de Santiago, no Chile. Em destaque, o edifício Gran Torre Santiago em construção, o arranha-céu mais alto da América Latina.204

Na América Latina, são apenas três países que se destacam pela produção industrial: Brasil,205 Argentina,206 México207 e, em menor escala o Chile.208 Iniciada tardiamente, a industrialização desses países tomou grande impulso a partir da Segunda Guerra Mundial:209 esta impediu os países em guerra de comprar os produtos que estavam habituados a importar e de exportar o que produziam.210

Nessa época, beneficiando-se das abundantes matérias-primas locais, dos baixos salários pagos à mão-de-obra e de uma certa especialização trazida pelos imigrantes, países como Brasil,205 México207 e Argentina,206 além de Venezuela,211 Chile,208 Colômbia212 e Peru,213 puderam implantar expressivos parques industriais.210 De maneira geral, nesses países sobressaem indústrias que exigem pouco capital e tecnologia simples para sua instalação, como as indústrias de beneficiamento de produtos alimentícios e têxteis.210 Destacam-se também as indústrias de base (siderúrgicas, etc.), além das metalúrgicas e mecânicas.210

Os parques industriais brasileiro, mexicano, argentino e chileno apresentam, contudo, uma diversidade e sofisticação muito maiores, produzindo artigos de avançada tecnologia.210 Nos demais países latino-americanos, principalmente da América Central, predominam indústrias de beneficiamento de produtos primários para exportação.210

A porcentagem de população ativa empregada no setor terciário depende bastante do nível de desenvolvimento de cada país. É maior nas nações latinas mais industrializadas - Brasil,214 Argentina,170 Colômbia215 e México216 -, reduzindo-se nos demais países.210 Assim, a atividade comercial, que é a mais importante desse setor, apresenta pesos diferentes conforme o país, ainda que constitua uma importante fonte de recursos.210

As exportações da maior parte dos países da América Latina ainda se apóiam em produtos naturais, cujos preços no mercado internacional oscilam muito, não representando grande aumento de divisas. Um dos fatores que criam sérias dificuldades ao desenvolvimento econômico e à integração social da América Latina é a relativa carência de vias de transporte em boas condições de uso.210

O Canal do Panamá, na República do Panamá, é uma importante rota comercial entre o Atlântico e o Pacífico. Na imagem, um Panamax na eclusa de Miraflores.

As dificuldades impostas pelo relevo; a tropicalidade dominante do clima, caracterizada por chuvas freqüentes; o predomínio de rios de planalto, dificultando a navegação; e a densidade da vegetação, quase intransponível em certos trechos, são fatores naturais que têm de ser vencidos. Mas é principalmente a ausência de recursos financeiros para a construção de modernos portos, grandes rodovias, comportas fluviais ou aeroportos modernos, que impede que essa parte do continente apresente uma densa malha de circulação.210

Entre os países latino-americanos, os mais industrializados são, naturalmente, os mais bem servidos nessa área, ainda que em todos eles haja grandes deficiências quanto aos meios de transporte.210

Na região mais densamente povoada da América do Sul e servida pela bacia dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai (bacia Platina) vem sendo desenvolvida uma hidrovia que fará a interligação fluvial entre os quatro países do sudeste do continente.210

Culturaeditar | editar código-fonte

A literatura latino-americana inclui as obras de escritores dos países americanos de língua espanhola e do Brasil.217

Julio Cortázar (Argentina), Mario Vargas Llosa (Peru) e Gabriel García Márquez (Colômbia), três escritores sul-americanos relacionados ao movimento literário conhecido como "Boom Latino-americano", sendo dois deles (Llosa e Márquez) ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura.

A maioria dos compositores latino-americanos copiou o estilo musical europeu até o final do século XIX, quando criaram seu próprio estilo. O compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes (1839-1896) usou temas indígenas em sua ópera O Guarani. O mesmo fizeram, posteriormente, outros compositores, inclusive o chileno Carlos Lavín, o peruano Daniel Alomías Robles (1871-1942), e o guatemalteco Jesús Castillo (1877-1946).217

Na Bolívia, Equador, México, Peru e outros países latino-americanos parte da música mais característica vem diretamente dos índios. Parte da música latino-americana também mistura tristes melodias indígenas com alegres canções espanholas. O resultado é chamado música mestiça. Portugueses, índios e negros influenciaram a música no Brasil. No Caribe, a música negra e espanhola misturou-se para produzir a rumba e outras músicas típicas.217

O público de todo o mundo aprecia a música de compositores latino-americanos de destaque, como o brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) e o mexicano Carlos Chávez (1899-1978). Entre outros compositores importantes destacam-se: Alberto Williams (1862-1952), da Argentina, Enrique Soro (1884-1954) e Domingo Santa Cruz Wilson (1899-1987), do Chile, Manuel Ponce (1882-1948), do México, e Eduardo Fabini, do Uruguai. Os pianistas Guiomar Novaes (1895-1979), do Brasil, Claudio Arrau (1903-1991), do Chile, e a cantora de ópera Bidu Sayão (1902-1999), do Brasil, também atingiram fama internacional.217

Muitas canções folclóricas latino-americanas servem tanto para cantar como para dançar. A América Latina tem muitas danças alegres e pitorescas, além dos famosos tango, rumba e samba. Uma delas é o pericón, da Argentina e Uruguai, em que diversos pares dançam em círculo. Há também o maxixe, a ciranda, o frevo, o coco e outras do Brasil. Durante o carnaval, os latino-americanos freqüentemente constroem tablados para dançar nos jardins e praças públicas, além de isolarem certas ruas com cordas, com a mesma finalidade. Esta forma de expressão é uma parte importante da vida na América Latina. Os índios e negros que vivem no interior têm suas próprias danças que, quase sempre, são de caráter religioso. As danças formam uma parte importante dos festejos dos feriados.217

Belas arteseditar | editar código-fonte

Palácio da Alvorada, em Brasília, obra do famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.

Os espanhóis incentivaram a arte logo após a conquista da América Latina. Abriram uma escola de arte na Cidade do México, em 1530 e, logo após, uma outra em Quito, no Equador. Durante o período colonial, os artistas geralmente pintavam quadros sobre temas religiosos. Depois que as nações latino-americanas tornaram-se independentes, muitos artistas foram para a Europa aperfeiçoar seus estudos. Até meados do século XX, perdurou uma fase de imitação dos estilos europeus. Foi então que os artistas latino-americanos voltaram-se para temas americanos e criaram seus próprios estilos.218

O pintor argentino Prilidiano Pueyrredón (1823-1870) tomou-se famoso pelos quadros que retratavam a vida dos gaúchos. Os murais revolucionários de Diego Rivera (1886-1957), José Clemente Orozco (1883-1949), e David Alfaro Siqueiros (1898-1974) expressam a história do México e a luta da humanidade pela liberdade. Camilo Blas (1903-1985) e Júlia Codesido (1892-1979) pintam cenas peruanas. Um importante grupo do Haiti baseia seus trabalhos no folclore e na vida diária dos negros.218

O artista brasileiro Cândido Portinari (1903-1962) pintava cenas que retratam o brasileiro comum, o povo. Há um mural de sua autoria no edifício da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.218 Muitos índios da América Latina eram excelentes escultores muito antes que os brancos chegassem ao hemisfério ocidental. Painéis esculpidos na pedra e imensas colunas com formas de serpentes ou de figuras humanas decoram antigas edificações índias, em muitas partes da América Latina. Os trabalhos mais importantes do período colonial foram as esculturas em pedra e as imagens religiosas esculpidas em madeira e pintadas em dourado, que eram usadas para decorar as igrejas. O escultor e arquiteto brasileiro Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), que tinha a alcunha de "O Aleijadinho", foi o criador de excelentes esculturas durante este período. Atualmente, o trabalho da escultora boliviana Marina Núñez del Prado (1910-1995) está entre o que há de melhor na América Latina.218

Ainda existem, na América Latina, edificações erguidas por arquitetos índios centenas de anos antes da conquista europeia. Os astecas, toltecas e maias construíram grandes templos de pedra no topo de enormes pirâmides no México e na América Central. Os incas eram excelentes construtores. Suas edificações na Améríca do Sul são tão resistentes que até hoje mantêm-se firmes, suportando violentos terremotos que causam graves danos a edifícios modernos. As igrejas e catedrais, geralmente construídas no trabalhado estilo espanhol dos séculos XVII e XVIII, representam a arquitetura mais importante do período colonial da América Latina, O brasileiro Oscar Niemeyer (1907-2012) projetou muitos edifícios notáveis, no Brasil, desde 1937. Foi o principal arquiteto-projetista das edificações de Brasília.218 Muito antes da chegada de Cristóvão Colombo à América, os índios da América Latina já eram excelentes artesãos em barro, metal e tecelagem. Ainda fazem coloridas peças de cerâmica e artigos tecidos à mão, além de peças em cobre, prata e estanho.218

Ver tambémeditar | editar código-fonte

Continentes e regiõeseditar | editar código-fonte

Históriaeditar | editar código-fonte

Economiaeditar | editar código-fonte

Relações internacionaiseditar | editar código-fonte

Miscelâneaeditar | editar código-fonte

Referências

  1. Colburn, Forrest D (2002). Latin America at the End of Politics. [S.l.]: Princeton University Press. ISBN 0-691-09181-1 
  2. a b Biblioteca Virtual da América Latina (2011). «Sobre a América Latina». Biblioteca Virtual da América Latina. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  3. History World (2011). «HISTORY OF BRITISH COLONIAL AMERICA». History World. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  4. Repúblique Libre (2011). «NEW FRANCE: 1524-1763» (em inglês). Repúblique Libre. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  5. Repúblique Libre (2011). «René-Robert Cavelier de La Salle» (em francês). Repúblique Libre. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  6. Edward Gaylord Bourne (1 de fevereiro de 2008). «Exploration of the Interior of North America (1517‑1541)» (em inglês). Universidade de Chicago. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  7. Caroline Faria (19 de outubro de 2008). «América Latina». Info Escola. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  8. Fernando Toscano (2011). «Países das Américas». Portal Brasil. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  9. a b «América Latina o Sudamérica?, por Luiz Alberto Moniz Bandeira, Clarín, 16 de mayo de 2005» (em espanhol) 
  10. a b TORRES CAICEDO, José María. «Las dos Américas (poema)» (em espanhol). Cola da Web. Consultado em 29 de maio de 2012 
  11. Language Hat (21 de março de 2004). «LATIN AMERICA» (em inglês). Language Hat. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  12. A Europa Latina, por sua vez, engloba Portugal, Espanha, Andorra, França, Mônaco, Itália, San Marino, Vaticano e Romênia
  13. Net Viagens (2011). «América Latina». Net Viagens. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  14. a b c d Enciclopédia Canção Nova (2011). «América Latina». Enciclopédia Canção Nova. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  15. «El nombre de América Latina». Ediciones Impresas Milenio. Consultado em 9 de novembro de 2009 
  16. FERREIRA, José. «Chegada do Homem na América». Cola da Web. Consultado em 27 de junho de 2011 
  17. a b «A Origem do Homem Americano». História Mais. Consultado em 27 de junho de 2011 
  18. BESEN, José Artulino. «O mundo religioso dos indígenas "primitivos». Pontifício Instituto Missões Exteriores. Consultado em 27 de junho de 2011 
  19. a b c d e f Arruda 1988, vol. 1, p. 421.
  20. «A agricultura da América». Klick Educação. Consultado em 27 de junho de 2011 
  21. «Civilização Maia - História dos Maias». História do Mundo. Consultado em 27 de junho de 2011 
  22. FIGUEIREDO, Beraldo. «Maias: Ascensão e Queda». Espiritualismo. Consultado em 27 de junho de 2011 
  23. «Arte e Arquitetura Maia - História da Arte e Arquitetura Maia». História do Mundo. Consultado em 31 de agosto de 2011 
  24. Fenrir (2011). «Maias: Organização política e social». Dois Mil e Doze. Consultado em 31 de agosto de 2011 
  25. Tiago Cordeiron. «Como os maias sabiam tanto sobre astronomia?». Superinteressante. Consultado em 31 de agosto de 2011 
  26. Fenrir (2011). «Maias: Economia e Agricultura». Dois Mil e Doze. Consultado em 31 de agosto de 2011 
  27. «História dos Maias, História dos Astecas e História dos Incas». Suapesquisa.com. 2011. Consultado em 31 de agosto de 2011 
  28. a b «Disputa entre espanhóis e portugueses». Click Escolar. 2011. Consultado em 3 de setembro de 2011 
  29. Gabriela Cabral. «Bula Inter Coetera e Tratado de Tordesilhas». Mundo Educação. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  30. BAU, Marcos. «Origens das fronteiras do Brasil (Terras e Tratados – 1532/1909)». Geobrasil. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  31. a b c «América Latina: História». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. São Paulo: Delta. 1982. pp. pp. 422 
  32. Rainer Sousa. «Tratado de Tordesilhas». Brasil Escola. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  33. a b c «Santa Cruz é nossa». Revista Veja. Consultado em 25 de janeiro de 2011 
  34. Luiz Fernando Bindi. «As Viagens de Colombo (parte 2)». Editora Libreria. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  35. «Descobrimento do Brasil». História do Brasil. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  36. a b c d e f g h i j k l m «América Latina: História». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. São Paulo: Delta. 1982. pp. pp. 423 
  37. «Américo Vespúcio (1454-1512)». E-Biografias. 2005. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  38. «Volta ao Mundo de Fernão de Magalhães». Info Escola. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  39. SCHILLING, Voltaire (2002). «Carlos V, o Imperador do Mundo». Portal Terra. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  40. «A História da Batalha e Cerco a Tenochtitlán (Guerra)». A História. Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  41. Christopher Minster (2011). «The Maya: Conquest of the K'iche by Pedro de Alvarado» (em inglês). Latin American History. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  42. MOCELLIN, Renato (1997). «Para Compreender a História 8ª série -- Ensino Fundamental». Site Oficial do Instituto Benjamim Constant. Consultado em 31 de janeiro de 2011 
  43. «History of Peru» (em inglês). History World. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  44. «Mapuche Patrícia Troncoso pode ser assassinada a qualquer momento». Jornal Inverta. 7 de fevereiro de 2008. Consultado em 5 de setembro de 2011 
  45. Colonização e exploração da América. In Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2015. Web, 2015. Acesso em: 31 de março de 2015.
  46. a b c d e CARDOSO, C. F. S.; PÉREZ BRIGNOLI, Héctor. Historia Económica de America Latina, Volume I - Sistemas agrários e historia colonial. BARCELONA (Espanha): Editorial Crítica, 1979. v. 1. 232 p.
  47. a b c d e f Enciclopédia Delta Universal, p. 423 Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome ":1" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  48. «Blacks in Latin America: a brief history». African American Registry. Consultado em 31 de março de 2015 
  49. «Conquista e Colonização da América Latina». Grupo Escolar. Consultado em 31 de março de 2015 
  50. Rainer Sousa. «Colonização Inglesa». Brasil Escola. Consultado em 31 de março de 2015 
  51. Mark Canada (24 de setembro de 2001). «Colonial America, 1607-1783: History and Culture» (em inglês). Universidade da Carolina do Norte em Pembroke. Consultado em 31 de março de 2015 
  52. Felipe Araújo. «Colônias de Exploração». Info Escola. Consultado em 31 de março de 2015 
  53. «Independência da América Latina». Klick Educação. 2006. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  54. a b «INDEPENDÊNCIAS NA AMÉRICA LATINA E SEUS DESDOBRAMENTOS» (PDF). Centro Paula Souza. Juliana de Souza Ramos. Consultado em 1 de novembro de 2011  Verifique data em: |data= (ajuda)
  55. a b c d «Simón Bolívar». UOL Educação. 2011. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  56. a b «San Martín». UOL Educação. 2011. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  57. «Domínio espanhol». Ache Tudo e Região. 1999. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  58. «Revolução Haitiana». Mundo Educação. 2011. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  59. «Independência do Haiti». Brasil Escola. 2010. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  60. a b c d e f g h i j k l m «América Latina: História: Lutas pela Independência». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. Rio de Janeiro: Delta. 1982. pp. pp. 424 
  61. «Cronologia das Invansões Francesas: 1808». O Portal da História. 2010. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  62. a b «Índios, mestiços e criollos lutam entre si». UOL Educação. 2011. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  63. «Independência do Chile: Estratégia militar garantiu libertação». UOL Educação. 2011. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  64. «Independência do Chile: Estratégia militar garantiu libertação». Independência do Chile. 2011. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  65. «VIDA Y MUERTE DE FRANCISCO DE MIRANDA». Efemérides Venezuelanas. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  66. a b «Independência do Brasil». Sua Pesquisa. 2011. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  67. «A Expansão Napoleônica, o Bloqueio Continental e a Fuga da Família Real para o Brasil». Cultura Brasil. Consultado em 1 de novembro de 2011 
  68. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac «América Latina: História: Relações entre os países latino-americanos». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. Rio de Janeiro: Delta. 1982. pp. pp. 425 
  69. «Guerra do Paraguai: Tríplice Aliança entre Argentina, Brasil e Uruguai». UOL Educação. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  70. «Guerra do Paraguai». Sua Pesquisa. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  71. «Guerra da Cisplatina». Info Escola. 18 de outubro de 2007. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  72. Ricardo Bonalume Neto (1 de novembro de 2007). «Guerra do Chaco: no inferno verde». Guia do Estudante. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  73. a b c «Bolívia e Chile, conflito histórico». Brasil Wiki. 15 de abril de 2009. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  74. a b c d e f g h i j k l m n o «América Latina: História: Relações entre os países latino-americanos». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. Rio de Janeiro: Delta. 1982. pp. pp. 426 
  75. «A Economia da América Latina». Colégio Web. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  76. a b Jéssica Fernanda. «América Latina e seus componentes». Cola da Web. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  77. «A industrialização da América Latina». Mundo Educação. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  78. «O que significou a substituição da ALALC pela ALADI?». Associação Latino-Americana de Integração. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  79. a b c d «TRATADO DE MONTEVIDEO - 1960». Canal Mercosur. 18 de fevereiro de 1960. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  80. «O que significou a substituição da ALALC pela ALADI?». Associação Latino-Americana de Integração. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  81. «Mercado Comum Centro-Americano». Dicionários de Termos de Comércio. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  82. «Comunidade Andina». Brasil Escola. 2010. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  83. a b c d Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (novembro de 2011). «Political Map of the World» (PDF). Biblioteca da Universidade do Texas. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  84. a b c d e f g h i j k Antunes 1997, vol. 3, p. 54-55.
  85. a b c d e f g h i Mapas Owje (2010). «Map of Physical Map of South America». Mapas Owje. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  86. a b c d e f g h i j Peel MC, Finlayson BL & McMahon TA (2007). «Updated Köppen-Geiger climate map of the world» (em inglês). Updated world map of the Köppen-Geiger climate classification. Consultado em 13 de dezembro de 2011 
  87. a b c d e f g h i j Antunes 1997, vol. 3, p. 57-58.
  88. a b c Antunes 1997, vol. 3, p. 56.
  89. Jorge L. Tamayo (1949). «Mexico: River Basins Map». Nation Master. Consultado em 13 de dezembro de 2011 
  90. Geology.com (2011). «Honduras Map - Honduras Satellite Image» (em inglês). Geology.com. Consultado em 13 de dezembro de 2011 
  91. a b Ephotopix (2009). «SOUTH AMERICA RIVERS MAP». Ephotopix. Consultado em 13 de dezembro de 2011 
  92. a b c d e f g h Antunes 1997, vol. 3, p. 58-59.
  93. http://www.biomania.com.br/bio/?pg=artigo&cod=2305
  94. https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20130511142059AA1KGHK
  95. http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2010/04/29/os-paises-ricos-cortaram-suas-florestas-para-progredir/
  96. http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/europa-e-eua-aumentam-sua-cobertura-vegetal-em-275-milhoes-de-hectares/
  97. http://noticias.terra.com.br/ciencia/paises-europeus-defendem-cortes-de-30-das-emissoes-ate-2020,3ce836661fcea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
  98. a b c d e f g Earth Sciences & Map Library (2011). «Checklist of Online Vegetation and Plant Distribution Maps» (em inglês). The Regents of the University of California. Consultado em 13 de dezembro de 2011 
  99. ANTUNES, Celso (1996). Geografia e participação, 1º grau: Américas e regiões polares. São Paulo: Scipione. 48 páginas 
  100. a b c d COSTA, Antonio Luiz Monteiro Coelho da. «As Línguas da América Latina». Página pessoal do autor. Consultado em 18 de novembro de 2010 
  101. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Guyana». CIA World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  102. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Suriname». CIA World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  103. ANTUNES, Celso (1996). Geografia e participação, 1º grau: Américas e regiões polares. São Paulo: Scipione. 49 páginas 
  104. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Argentina». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  105. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Uruguay». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  106. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Haiti». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  107. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Dominican Republican». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  108. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Peru». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  109. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Bolívia». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  110. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Mexico». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  111. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Ecuador». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  112. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Paraguay». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  113. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Colombia». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  114. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. «Venezuela». Cia World Factbook. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  115. 2008 PNAD, IBGE. "População residente por cor ou raça, situação e sexo".
  116. «Mais do 10% da população latino-americana descende de nobres» 
  117. a b «América Latina». Scribd.com. Consultado em 18 de dezembro de 2010 
  118. [1]
  119. a b c ANTUNES, pp. 50
  120. a b Fundo Monetario Internacional. «World Economic Outlook Database». Consultado em 26 de março de 2008  Dados para Cuba do CIA Factbook [2]. PIB 2007 ainda não está disponível para todos os paises.
  121. «Brasil Império - Cronologia». Sua Pesquisa. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  122. «Abdicação de D. Pedro I». MultiRio. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  123. Antonio Paim, Leonardo Prota, Ricardo Vélez Rodriguez. «O GOVERNO REPRESENTATIVO NO BRASIL» (PDF). Instituto de Humanidades. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  124. «Abolição da Escravatura - Lei Áurea». Sua Pesquisa. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  125. «Proclamação da República no Brasil». Sua Pesquisa. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  126. «Histórico do Ministério Público no Brasil e em Goiás». Ministério Público de Goiás. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  127. «Ditadura Militar no Brasil». Ditadura Militar. 2011. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  128. «Constitución de la República de Chile jurada y promulgada el 25 de mayo de 1833 (en HTML)» (em espanhol). Biblioteca Miguel de Cervantes. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  129. «PRESIDENTES DE CHILE» (em espanhol). Cultura Árabe. 14 de março de 2010. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  130. a b «Augusto Pinochet». Memorial da Fama. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  131. «A Revolução Mexicana». História Net. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  132. «Cuba». Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  133. «Rafael Trujillo» (em inglês). Spartacus Educational. Consultado em 3 de novembro de 2011 
  134. a b c Rainer Gonçalves Sousa (2011). «Congresso do Panamá». Mundo Educação. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  135. a b c OEA (2011). «Nossa História». Organização dos Estados Americanos. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  136. «PAN-AMERICANA, UNIÃO». Klick Educação. 2008. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  137. «Montevideo Convention on the Rights and Duties of States». Taiwan Documents. 26 de dezembro de 1933. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  138. «Tratado Interamericano de Assistência Recíproca». Info Escola. 5 de agosto de 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  139. «O que significa o fim da suspensão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA)?». Revista Escola. Maio de 2009. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  140. a b c d e f g h i j k l m n o p q «América Latina: História». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. Rio de Janeiro: Delta. 1982. pp. pp. 427 
  141. Revista Veja (outubro de 1962). «Na Beira do Abismo». Revista Veja. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  142. «Panama Canal Riots - 9-12 January 1964» (em inglês). Global Security. 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  143. SCHILLING, Voltaire (2002). «Estados Unidos: A Dontrina Monroe, 1823». Portal Terra. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  144. a b Enciclopédia Viva (2006). «PAN-AMERICANAS, CONFERÊNCIAS». Klick Educação. Consultado em 6 de dezembro de 2011 
  145. a b c d e f g «Declaration of Punta del Este; 17 de agosto de 1961». Avalon Project. 2008. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  146. «Alliance for Progress». Infoplease. 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  147. «British Empire» (em inglês). New World Encyclopedia. 25 de junho de 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  148. DARCOS, Xavier (2011). «LOS ARTISTAS NOS PIDEN PROLONGAR ESTE EXITO» (em espanhol). Jornal El Comercial. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  149. Casa Imperial do México (2011). «El Emperador Maximiliano» (em espanhol). Casa Imperial do México. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  150. «Primeira Guerra Mundial: 1917 – Ano Decisivo para a Guerra». Cultura Brasil. 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  151. Rainer Sousa (2010). «Brasil na Primeira Guerra». Brasil Escola 
  152. «Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil». Imigração Alemã em São Paulo 80 anos. 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  153. «Pacto da Sociedade das Nações». Direitos Humanos. 2011. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  154. U.S. Army (2011). «Hispanic Americans in the United States Army» (em inglês). United States Army. Consultado em 12 de dezembro de 2011 
  155. Revista Veja (dezembro de 1941). «Inferno no paraíso». Revista Veja. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  156. Antonio Gasparetto Junior (17 de agosto de 1910). «Força Expedicionária Brasileira». Info Escola. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  157. ONU (2009). «Países Membros». Organização das Nações Unidas. Consultado em 6 de novembro de 2011 
  158. ANTUNES, pp. 63
  159. FERREIRA, Inácio; GUIMARÃES, Alberto Passos; PERU. In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1993. v. 16, p. 8824.
  160. «Publications». Fisheries and Aquaculture Department of Food and Agriculture Organization of the United Nations. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  161. «Publications». Fisheries andAquaculture Department of Food and Agriculture Organization of the United Nations. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  162. FERREIRA, Inácio; GUIMARÃES, Alberto Passos; PERU. In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1993. v. 3, p. 746.
  163. PINHO, Maria Salette Ney Tavares de; GUIMARÃES, Alberto Passos; In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1993. v. 16, p. 8569.
  164. ANTUNES, Celso. Atividades primárias no Brasil: Exrativismo. In: Geografia do Brasil: 2º grau. São Paulo: Scipione: 1993. p. 159.
  165. FERREIRA, Orlando da Costa; GUIMARÃES, Alberto Passos; CHILE. In: Enciclopédia Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Mirador Internacional, 1993. v. 5, p. 2302.
  166. ANTUNES, Celso. Atividades primárias no Brasil: Exrativismo. In: Geografia do Brasil: 2º grau. São Paulo: Scipione: 1993. p. 160.
  167. «Mexico: Petroleum». Country Studies (em inglês). Junho de 1996. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  168. «Venezuela: Petroleum». Country Studies (em inglês). Junho de 1996. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  169. «Brazil: Petroleum». Country Studies (em inglês). Junho de 1996. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  170. a b Calvert, Peter A.R. «Argentina». Encyclopaedia Britannica Online (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  171. «Colombia: Petroleum». Country Studies (em inglês). Junho de 1996. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  172. «Ecuador:Petroleum and Natural Gas». Country Studies (em inglês). Junho de 1996. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  173. «World Iron Ore Producers». Maps of World.com (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  174. Marcello A. Carmagnani Paul; W. Drake César, N. Caviedes. «Chile». Encyclopaedia Britannica Online (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  175. «Peru: Mining and Energy». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 <> e o México destacam-se na produção de cobre«Mexico: Electricity». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  176. Marcello A. Carmagnani Paul; W. Drake César, N. Caviedes. «Chile». Encyclopaedia Britannica Online (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  177. «World Manganese Producers». Maps of World.com (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  178. «World Mineral Statistics 1998-2002» (PDF). British Geological Survey (em inglês). 2004. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  179. James S. Kus. «Peru». Encyclopaedia Britannica Online (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  180. «Mexico: Nonfuel Mining». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  181. Knight, Franklin W. «Cuba». Encyclopaedia Britannica Online (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  182. «México: Nonfuel Mining». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  183. a b «Peru: Mining and Energy». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  184. «Brazil: Mining». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  185. «Venezuela: Mining». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  186. «Colombia: Mining and Energy». Country Studies (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2009 
  187. a b ANTUNES, pp. 64
  188. a b c d e f ANTUNES, pp. 65
  189. TANAKA, Laura Saldívar (9 de novembro de 2005). «Reforma agrária mexicana: do ejido à privatização». Rede de Ação e Pesquisa á Terra. Consultado em 29 de outubro de 2008 
  190. Doe, John (8 de maio de 2006). «Morales prepara reforma agrária na Bolívia». Portal Terra. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  191. «História da reforma agrária no Chile». Reforma Agrária. 21 de julho de 2007. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  192. «Agrarian Reform In Peru». International Business. 27 de março de 2008. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  193. SCHILLING, Voltaire. «Che Guevara - Cuba: o poder, 1959-1965». Terra Educação. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  194. «Brasil supera Canadá e se torna o terceiro maior exportador agrícola». O Estado de S. Paulo. 7 de março de 2010. Consultado em 7 de março de 2010 
  195. a b «A Economia da América Latina». Colégio Web. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  196. DAROLT, Moacir Roberto (23 de março de 2001). «Agricultura orgânica na América Latina». Planeta Orgânico. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  197. «Historia del café y economia del café en Colombia». Monografias.com (em espanhol). Dezembro de 1997. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  198. «História del Café en Costa Rica». Instituto de Café de Costa Rica (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  199. Wagner, Regina; Rothkirch, Cristóbal von (Novembro de 2001). «História del café en Guatemala». Google Books (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  200. «A economia e a agricultura do El Salvador». Fotografias e imagens de viagens. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  201. «Economia do Panamá». Fotografias e imagens de viagens. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  202. «Agricultura indústria e economia do Honduras». Fotografias e imagens de viagens. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  203. a b c d e f g h Revista Paraná Cooperativo, diversos números, em http://www.ocepar.org.br.
  204. «Costanera Center es oficialmente el edificio más alto de Latinoámerica». La Segunda. 14 de fevereiro de 2012 
  205. a b «A Industrialização no Brasil». Suapesquisa.com. Consultado em 28 de outubro de 2009 
  206. a b «La Industrialización Argentina 1958-1962». Monografias (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  207. a b Brugger, Samuel. «La industrialización en México» (PDF). Página pessoal de Samuel Brugger (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  208. a b «La industrialización de Chile». Escolares.net (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2006 
  209. «A industrialização da América Latina». Mundo Educação. Consultado em 29 de outubro de 2009 
  210. a b c d e f g h i j k l ANTUNES, pp. 66
  211. «La industrialización de Venezuela» (PDF). Universidad de Los Andes (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  212. Botero, Fernando. «Arranca la gran industria». ColombiaLink.com (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  213. Motta, Duilio De la. «Industrialización en el Peru». Blog do Barril de Diógenes (em espanhol). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  214. Burns, E. Bradford; Schneider, Ronald Milton. «Brazil». Encyclopaedia Britannica Online (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  215. «Colombia: Foreign Trade». Country Studies (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  216. «Mexico: Foreign Trade». Country Studies (em inglês). Consultado em 29 de outubro de 2009 
  217. a b c d e «América Latina: Literatura». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. Rio de Janeiro: Delta. 1982. pp. pp. 418 
  218. a b c d e f «América Latina: Artes». Enciclopédia Delta Universal volume 1 ed. Rio de Janeiro: Delta. 1982. pp. pp. 420 

Ligações externaseditar | editar código-fonte

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons
Wikidata Base de dados no Wikidata

Bibliografiaeditar | editar código-fonte

  • Antunes, Celso (1997). Geografia e participação. Américas e regiões polares. 3 2 ed. São Paulo: Scipione. p. 48–88. ISBN 8526227416